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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

AC/DC lança clipe em Excel


Programa gerador de planilhas ganha seu primeiro vídeo musical em mais de vinte anos de existência


O AC/DC inovou para promover o lançamento de seu novo disco, Black Ice. Nesta semana, a banda lançou o primeiro clipe do álbum, "Rock 'n Roll Train", para Microsoft Excel. Todas as imagens são feitas de números e letras.

De acordo com Phil Clandillon e Steve Milbourne, criadores do vídeo, este é o primeiro clipe musical feito na história do Excel, programa que serviu única e exclusivamente como planilha de cálculos desde seu lançamento, em 1985.

Os animadores ainda afirmaram que esta tecnologia possibilita maior visibilidade ao clipe, já que arquivos e sites de vídeo muitas vezes são bloqueados em empresas do mundo todo.

O clipe pode ser baixado gratuitamente no site oficial do AC/DC. Acesse clicando aqui.

O disco Black Ice está em primeiro lugar nas vendas de disco de 29 países diferentes. Pela primeira vez em 28 anos o grupo chegou também ao topo da parada britânica.


Toca das Tribus






Toca das Tribus

Revista Intolerante

Revista Intolerante publica uma reportagem para promover a liberdade de expressão.

DIRETO DA NAVE MÃE: BLOGS TOCANTINENSES

Propiciando liberdade de expressão, manejo e divulgação, os blogs no Tocantins começam a se multiplicar a cada dia. Os mais conhecidos procuram explorar mais o universo da música local, nacional e internacional. Talvez seja o fato de seus editores serem roqueiros e ansiarem construir um caminho por onde todos conheçam o que se passa nos arredores deste cenário. Saiba mais (clicando aqui)

E foram citados:

To no Underground:




Nauseareia:




Patrick Cunha:




quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Led Zeppelin procura substituto para Plant


Banda britânica quer sair em turnê, apesar da resolução contrária do vocalista

A banda britânica Led Zeppelin deve sair em turnê com um substituto para o vocalista e fundador Robert Plant. A informação foi dada pelo baixista John Paul Jones à imprensa, nesta semana.

No começo do mês, já havia saído a notícia de que a banda vinha ensaiando com o vocalista Myles Kennedy depois de Plant ter se recusado, em comunicado público, a pensar numa turnê.

Jones contou à rádio BBC que a banda está experimentando algumas alternativas para a configuração que sairá em turnê. "Queremos sair", declarou. "O som está ótimo e queremos continuar".

O baixista acrescentou que ele e seus colegas não estão procurando alguém que soe como Plant: "Só tem que ser o cara certo", disse. "Não tem por que sairmos procurando outro Robert. Isso seria o papel de uma banda-tributo, e não queremos ser nosso próprio tributo".

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Iron Maiden volta ao Brasil em março



Produtora Mondo afirma que banda de Bruce Dickinson virá ao país em 2009, mas não tem locais e datas


Conforme anunciou Bruce Dickinson no show que o Iron Maiden fez em São Paulo em março deste ano, o Iron Maiden está programado para vir ao Brasil novamente - em março de 2009.

A informação foi confirmada ao site da Rolling Stone pela produtora Mondo. Além de não informar as datas exatas dos shows, a organização diz que "as praças ainda estão sendo definidas".

Neste ano, o Iron lotou o estádio do Parque Antártica, em São Paulo, levando cerca de 40 mil pessoas a entoar hinos como "Number of the Beast", "Powerslave", "Wasted Years" e "Fear of the Dark". Em Curitiba, a banda reuniu 20 mil fãs.

Com a leva de shows no Brasil em 2009, o Iron Maiden somará meia dúzia de visitas ao país.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Em turnê pelo país, Nightwish deve receber fãs em tarde de autógrafos


Durante passagem pelo Brasil a banda Nightwish deve atender alguns fãs em uma tarde de autógrafos.

A produtora que traz o grupo em Belo Horizonte anunciou que a capital mineira será a única que contará com o atendimento especial dos músicos.

A sessão de autógrafos acontecerá no dia 09 de novembro (um dia antes ao show), a partir das 16 horas no Hard Rock Café. Na ocasião, um show com as bandas mineiras Vorticis, Noturn a e Rosa Ígnea acontecerá.

Para conhecer a banda, a organização do evento anunciou o seguinte esquema: "Para participar da sessão de autógrafos a pessoa tem que ter adquirido antecipadamente o ingresso para o show do Nightwish entre os 2000 primeiros vendidos. Entre estes, serão sorteadas 100 pessoas. Elas não irão pagar para entrar no evento e terão espaço reservado para serem recebidas pela banda".

Aqueles que quiserem ir ver os shows das bandas mineiras podem comprar ingressos antecipados a R$10 e na hora por R$15. Cinco pessoas que comprarem ingressos para o evento também poderão conhecer o Nightwish.

Lars Ulrich leiloa quadro esperando lances de até US$ 12 milhões



O baterista do Metallica, Lars Ulrich, anunciou a venda de um dos quadros de sua coleção.

O músico pretende leiloar um famoso quadro do grafiteiro Jean-Michel Basquiat no dia 12 de novembro, e espera lances de até US$ 12 milhões, segundo jornal O Tempo.

A tela que foi feita em 1982 pertence ao baterista desde 1999. Lars já tem experiência em vendas de obras de artes, já que em 2002 ele conseguiu US$ 5 milhões com a obra chamada Profit I.

sábado, 25 de outubro de 2008

Slash diz que escutou novo single do Guns N' Roses e dá sua opinião



Ao ver sua antiga banda, Guns N' Roses, trabalhando para lançar o tão esperado disco Chinese Democracy, o guitarrista Slash decidiu se pronunciar e soltou elogios.

Slash declarou que já escutou o novo single da banda e que aprovou a faixa. "Soa bem. É bom ouvir a voz do Axl, sabe?", disse ele, segundo o site Blitz.

O lançamento do álbum Chinese Democracy está prometido para o dia 23 de novembro nos Estados Unidos e no dia seguinte na Europa. O material também será disponibilizado em versão vinil e digital.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Guns N' Roses libera faixa do disco Chinese Democracy para audição




Depois de muitos capítulos, a novela do novo disco do Guns N' Roses começa a dar sinais de término.

O grupo disponibilizou nesta quarta-feira uma das novas faixas através da internet. A promessa (quase inacreditável) da nova música havia sido divulgada no início da semana pelo próprio Guns, e foi cumprida nesta tarde (22/10/2008) .

A faixa título do álbum Chinese Democracy pode ser ouvida na página oficial do Guns.

Chinese Democracy é uma das produções mais caras (e mais longas) da história do rock: cerca de US$ 13 milhões investidos e 14 anos para sair. O lançamento do álbum está marcado para o dia 23 de novembro.

Lançamento Oficial do Site Toca das Tribus





Por: Karina Francis

O site Toca das Tribus anuncia o seu lançamento oficial para o dia 6 de novembro no Espaço Alta Tensão em Palmas.

O evento contará com a apresentação de bandas Críticos Loucos, La Cecília, Abrindo o Verbo e Vento Azul.

O site criado em Agosto deste ano tem o objetivo de promover uma ligação cultural entre todas as tribus. Focando nos assuntos artísticos englobados por todas as questões culturais como musica,teatro e audiovisual. Além disso a proposta é fomentar o espaço para bandas locais no Estado valorizando a cultura urbana e fortalecendo o circuito de eventos desse ramo em Palmas.

A intenção é criar uma interatividade com o ciber-ativista que buscar estar informado e atualizado nessa área. Contamos com a sua presença no evento para que a promoção de uma noite cultural no cenário tocantinense seja legitimada.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

I Plugado Apresenta



I Plugado esta vindo em sua primeira edição com bandas que são grandes promeças do cenário tocantinense com as presenças das bandas Corell, Nose Blend (Gurupi), Canto de Réis, Criticos Loucos e com a volta da banda Meu Xampu Fede que teve o ínico em 2002 e que no começo de 2007 entrou em um hiato que só terminou em Julho de 2008 e eles prometem novas músicas e com as atigas músicas que acompanhadas da nova formação vem destilando seu ROCK sujo e as vezes AGRESSIVO e RÁPIDO, outras vezes simplismente ALEGRE "Nossa misão é traser alegria a vida de todos voçês"

Para saber mais sobre as bandas:


Corell

Nose Blend (Gurupi)

• Conto de Réis

Críticos Loucos

sábado, 18 de outubro de 2008

Plebe Rude planeja lançamento de DVD e compilação para 2009




A banda Plebe Rude planeja para 2009 o lançamento de um DVD e de uma compilação composta por músicas registradas em seus discos anteriores. Em virtude de questões burocráticas envolvendo a EMI, antiga gravadora do quarteto, os lançamentos estão travados.

O guitarrista e vocalista Phillipe Seabra em entrevista ao jornal Correio Brasiliense falou sobre a situação. "Está na hora de resgatar a nossa obra. É muito frustrante porque a gente não consegue renegociar. O contrato impede a banda de regravar as próprias músicas”, disse ele.

A Plebe Rude surgiu durante a efervescência do movimento punk que aconteceu em Brasília entre o fim dos anos 70 e o começo dos 80. O grupo ajudou a colocar em evidência a música feita na capital federal junto com as bandas Legião Urbana, Os Paralamas do Sucessos e Capital Inicial

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Lista dos 15 discos essenciais para entender o Grunge



Estilo foi popularizado por bandas como Nirvana e Mudhoney. Período compreende obras lançadas de 1984 a 1996.


os 20 anos do disco "Superfuzz Bigmuff" e da gravadora Sub Pop, nós listamos os 15 álbuns essenciais para entender o estilo que trouxe ao mundo bandas como Nirvana, Mudhoney e Soundgarden.

Como critério de seleção, foram escolhidas apenas obras lançadas entre 1984 (ano em que as bandas de Seattle começaram a misturar punk com metal, segundo o pesquisador e escritor Michael Azerrad) e 1996 (ano em que o Soundgarden lançou "Down on the upside" e o Screaming Trees lançou "Dust", seus últimos discos de estúdio).

Clique para ouvir uma seleção de músicas do grunge

Todos os grupos e discos selecionados já foram classificados como grunge por mais de uma fonte escrita ou apresentam elementos musicais tidos por pesquisadores, jornalistas e nomes essenciais do grunge como pontos comuns aos grupos do gênero: na música, o uso de distorção difusa nas guitarras, alternância entre levadas arrastadas e rápidas, divisão rítmica stop-start (quando a música seca abruptamente, para voltar com força em seguida) e influências de rockabilly, garage rock, punk, pós-punk, metal, hardcore e indie rock; nas letras, ironia, sarcasmo, auto-humor, crítica social, revolta, desespero, sentimento de inferioridade e referências ao uso de drogas.
Sem mais delongas, eis a síntese do grunge:


1. In utero - Nirvana (Geffen, 1993)

Quando o mundo ainda digeria a explosão de "Nevermind", o Nirvana surpreendeu novamente com um disco mais cru, agressivo e pesado. Ao mesmo tempo, porém, "In utero" trazia um Kurt Cobain introspectivo, com baladas inspiradas no rock'n'roll dos anos 1950 e letras mais incisivas do que nunca.

Em "Pennyroyal tea", ele canta: "Sit and drink pennyroyal tea/ Distill the life that's inside of me/ I'm anemic royalty". Ao jogar com a sonoridade das palavras – pennyroyal tea é um tipo de chá abortivo, mas também soa como penny royalty, ou "a realeza miserável" –, Cobain expõe com sensibilidade cortante a contradição fundamental da música dos anos 1990, da qual ele foi vilão e mártir.

Em "Very ape", ele avisa, cheio de auto-ironia: "If you ever need anything please don't/ Hesitate to ask someone else first/ I'm too busy acting like I'm not naive" ("Se você um dia precisar de algo/ Não hesite em pedir a outro primeiro/ Estou muito ocupado tentando não parecer ingênuo").

Gravado com perfeição pelo herói underground Steve Albini, "In utero" é o resumo exato de tudo que o grunge significou: peso, lentidão, punk, metal, pop, sarcasmo e um senso de humor inteligente, despretensioso e que vivia em constante flerte com o abismo. Ainda não inventaram termo mais adequado para definir algo assim do que "obra-prima".


2. Nevermind – Nirvana (Geffen, 1991)

Em 1991, o Nirvana já tinha deixado de ser uma banda obscura – de uma cidade mais obscura ainda – para ser um nome conhecido no circuito universitário dos EUA. Para o segundo disco, Kurt Cobain queria se distanciar da sujeira lo-fi de "Bleach" e partir para refrões mais melódicos, inspirados em seus heróis R.E.M. e Pixies.

Quando o trio assinou com a Geffen Records, já se esperava que eles pagassem o investimento de US$ 65 mil. Mas o que veio em seguida não cabia nem nos sonhos mais febris dos executivos da gravadora. Na esteira do sucesso estrondoso de "Smells Like Teen Spirit", Nevermind vendeu milhões (até hoje, estima-se, foram mais de 26) e desbancou medalhões como Michael Jackson, U2 e Metallica.

Com uma coleção irretocável de hits, "Nevermind" era a síntese do melhor do rock nas duas décadas anteriores: estão ali o punk dos Sex Pistols, o pós-punk do Raincoats e do Killing Joke, o sludge metal do Melvins, o college rock dos Replacements. Por causa deste disco, 1991 ficou conhecido como o ano em que o mundo finalmente se rendeu ao ritmo feio, sujo, niilista e de humor implacável que perambulava os subterrâneos desde o final dos anos 1960.



3. Every good boy deserves fudge – Mudhoney (Sub Pop, 1991)



Se "Superfuzz Bigmuff" é o disco clássico do Mudhoney, "Every good boy..." é onde o quarteto eleva a riqueza de suas referências underground à máxima potência. Aqui, a podreira herdada dos Sonics e Stooges, que delineou o início da carreira do grupo, se encontra com raízes mais profundas, como a surf music e o blues.

À vontade sob a batuta do produtor e amigo Conrad Uno, Mark Arm e Steve

Turner experimentam com gaita, órgão e violão.

Mas o requinte das criações não significa cair no esnobismo ou no vazio experimentalóide: "Let it slide" e "Something so clear" são clássicos dignos da melhor tradição do garage rock do Noroeste dos EUA. Em "Thorn", Steve Turner injeta gasolina em uma base rockabilly enquanto Mark Arm uiva, entre Iggy Pop e Ozzy Osbourne, "I've got a thorn in my side/ About the

size of your eye" ("Tem um espinho enfiado no meu corpo/ Do tamanho do seu olho").

O disco segue com o pé no acelerador em "Into the Drink", um dos melhores refrões do Mudhoney e grunge até o fundo do copo. Arm já declarou que para ele a guitarra de Turner é equivalente a um quadro do pintor expressionista Jackson Pollock. Aqui, as cores adicionadas aos contornos obtusos do Mudhoney dão força especial à analogia.



4. Superunknown – Soundgarden (A&M,

1993)



O Soundgarden sempre representou a variável metal na equação do grunge. Mas o background punk dos integrantes da banda – especialmente do guitarrista Kim Thayil – evitou que eles ficassem ao lado de Metallica e Guns N' Roses na história do rock.

Desde o lançamento do EP "Screaming life" – um dos primeiros discos do catálogo da Sub Pop –, ficou claro que, além das levadas à Led Zeppelin e dos riffs arrastados à Black Sabbath, a banda agregava idéias gestadas no underground norte-americano dos anos 1980. Em "Superunknown", essas influências encontram o ápice criativo de um grupo que minimizou, como poucos conseguiram à época, o desgaste do sucesso comercial.

As afinações peculiares da guitarra de Thayil produzem momentos memoráveis, como o solo da faixa-título e os acordes mortificantes de "The day I tried to live". Chris Cornell alterna a agressividade de costume, em faixas como "Let me drown" e "My wave", com duas baladas surpreendentes, "Fell on black days" e o maior sucesso da banda até hoje, "Black hole sun".



5. Bricks are heavy – L7 (Slash, 1992)



Quando o grunge parecia irremediavelmente dominado por machos atormentados de Seattle, um quarteto de garotas da Califórnia jogou tempero na mistura. Gravado por Butch Vig, mesmo produtor de "Nevermind", "Bricks are heavy" era sujo como um disco grunge tinha que ser, mas trazia ironia, engajamento e diversão em doses inéditas entre as 40 mais tocadas nas rádios de então.

Em "Wargasm", Donita Sparks canta contra a guerra no Iraque (a daquela época) bradando "The Pentagon knows how to turn us on" ("O Pentágono sabe nos deixar com tesão"). "Everglade" é um típico hino riot grrrl com espírito hot-rod e levada grunge. O eterno hit "Pretend we're dead" usa o refrão irresistível para tentar virar o jogo da apatia juvenil dos anos 1990.

Defensoras do aborto, banidas da coalizão cristã, nenhuma banda feminina apavorou tanto quanto esta, e nenhum disco de garotas punk chegou tão longe quanto este.



6. Sweet oblivion – Screaming Trees (Epic, 1992)



De todas as bandas do grunge, o Screaming Trees talvez seja a que mais tenha dado continuidade à trilha aberta por bandas como Replacements, Pixies e R.E.M. nos anos 1980. Em adição ao college rock desses nomes, porém, Mark Lanegan e os irmãos Gary Lee e Van Conner incorporaram referências da psicodelia, do folk, do country e do hard rock, criando uma obra tão única quanto subestimada.

Em "Sweet oblivion", segundo disco dos Trees por uma grande gravadora, essas influências aparecem por todo o disco, balanceadas pela voz aveludada e inconfundível de Lanegan. Em "Shadow of the season", "Dollar bill" e na saudosa "Nearly lost you" (incluída na trilha sonora do filme "Singles – vida de solteiro", que retratava a Seattle dos anos 1990), sua voz e suas letras atingem um nível de refinamento que o coloca entre os grandes nomes daquela geração.



7. Stoner witch – Melvins (Atlantic, 1994)



O fato de um disco como "Stoner witch" ter sido lançado por uma grande gravadora é prova do delírio dos anos grunge e do poder da palavra de Kurt Cobain. Idolatrados pelo líder do Nirvana, King Buzzo e cia. lançaram três primores do horror pela Atlantic, dos quais este é o segundo.

Sucessor do também clássico "Houdini", de 93, "Stoner witch" ajudou um número maior de pessoas a entender melhor os motivos por que o Melvins é uma referência tão forte aos grupos do grunge.

Estão aqui todos os elementos mais prezados pelos supergrupos da época: guitarras modorrentas, climas febris, baterias tão rudes como complexas, levadas hardcore, humor niilista.

Além disso, os fraseados de guitarra de Buzzo e a métrica absurda da bateria de Dale Crover em faixas tão distintas como "Sweet willy crowbar" e "Goose freight train" borram a fronteira do grunge em direção ao free jazz.

Esse lado dos Melvins, que atingiu seu auge em "Stoner witch", é influência direta de uma escola de desajustados que vai de Mike Patton a Mastodon. Bíblia de referência para a memória seqüelada do grunge.



8. Ten – Pearl Jam (Epic, 1992)



Ainda que muitos torçam o nariz para os trejeitos hard-rock deste disco – que a banda tentou escamotear a todo custo no decorrer da carreira –, é inegável que "Ten" teve um papel central na explosão não só do grunge mas de todo o chamado rock alternativo.

Fruto da dissolução do Green River – banda seminal de Seattle, mas mal resolvida musicalmente –, o Pearl Jam já nasceu como candidato assumido ao posto de banda grande.

Puxado pelo sucesso do grupo na edição do Lollapalooza daquele ano, "Ten" foi reproduzido incessantemente nas rádios college e estourou para as FMs.

Incorporando um groove funkeado – algo entre Red Hot Chili Peppers e Fugazi – a riffs vindos do hard-rock e do heavy metal, a guitarra de Stone Gossard foi o veículo perfeito para a voz potente e grave de Eddie Vedder, que fugia de todos os padrões desse estilo na época.

Retratando de forma incisiva a distopia da Geração X, músicas como "Why go" e a épica "Jeremy" se tornaram hinos instantâneos. Atormentado, paranóico e com um talento único para refrões, Eddie Vedder ocupou nos anos 1990 um posto semelhante ao que havia sido de Pete Townshend nos 1970.



9. Jar of flies – Alice In Chains (Columbia, 1994)



Depois da detonação desenfreada de "Dirt", "Jar of flies" soou como o primeiro passo de sensatez depois da ressaca. Aqui, o guitarrista Jerry Cantrell assume mais intensamente a parte criativa e explora como nunca suas influências de blues e country.

O resultado são músicas como a excepcional "No excuses", em que as camadas de violão e guitarra dialogam categoricamente com os vocais, trabalhados à perfeição.

Em "I stay away", os arranjos de cordas suavizam e amplificam a dramaticidade do vocal de Layne Staley.

Fruto de um trabalho cuidadoso de arranjos e de uma maturidade lírica única na carreira do AIC, "Jar of flies" é o saudoso sinal de um rumo interessante que a carreira da banda poderia ter tomado, caso não houvesse sido aniquilada pelas drogas.



10. Superfuzz Bigmuff + Early Singles - Mudhoney (Sub Pop, 1990)



Para bom entendedor, o título desse disco diz muito. Juntos, os pedais de efeitos Superfuzz e Bigmuff criaram o drive que delimitou a fronteira entre o garage punk do Nordeste americano – símbolo da vizinha Bellingham, lar da Estrus e dos Mono Men – e o grunge de Seattle. Se o grunge existe, disse Mark Arm, ele é um estilo de guitarra. Se levarmos isso como verdade absoluta, este disco é o grunge.

Com esta reedição de 1990, a Sub Pop tentou capitalizar com a atenção que o Mudhoney tinha recém-despertado no mundo. Bruce Pavitt e Jonathan Poneman, donos do selo, aproveitaram o momento e adicionaram às seis faixas do clássico de 1988 os singles do começo da carreira do Mudhoney e dois covers, "Hate the police", do Dicks, e "Halloween", do Sonic Youth.

Assim, pela primeira vez, os fãs puderam finalmente ouvir "Touch me I'm sick", "Sweet young thing (ain't sweet no more)" e "In 'n' out of grace" de uma tacada só. O resto é história.



11. Incesticide – Nirvana (Geffen, 1992)



Apesar de sofrer com a falta de unidade, esta compilação traz um retrato fundamental do processo de transição da banda barulhenta e indigesta de "Bleach" para a plenitude barulhenta e pop de "Nevermind". Fruto de gravações feitas entre 1988 e 1991, estão aqui desde o cover indie-punk de "Molly's lips", dos Vaselines, a "Aneurysm", épico que antecipa os melhores momentos de "Nevermind" e "In utero".

O tom displicente da coletânea é ideal para que se possam apreciar outros elementos do quebra-cabeça do Nirvana, seja a arte da capa, desenhada por Kurt Cobain, seja o trocadilho do título – que joga com as palavras "incesto", "homicídio/suicídio" e "inseticida".

Sem o peso dos discos oficiais, "Insesticide" mostra um Cobain relaxado, se divertindo com os parceiros de banda e com as palavras, talento ímpar herdado de Frank Black e John Lennon.



12. Solid action – U-Men (Chuckie Boy, 2000)



Apesar de ter sido lançado em 2000, "Solid action" é um ajuste de contas com raízes muito remotas do grunge. Reunindo músicas compostas entre 1984 e 1989, esta coletânea resgata com precisão a carreira errática de um dos pioneiros do som de Seattle. Junto com Melvins, Soundgarden e Green River, os U-Men foram uma das primeiras bandas da região dignas de atenção externa.

No comando da voz tensa de John Bigley, o grupo excursionou intensamente e abriu as portas da região para seus colegas. As letras e o ethos emanado das músicas de "Solid action" colaboraram profundamente com o senso de humor e a amplitude musical que fizeram de Seattle uma cidade única no mundo do rock. Essencial para qualquer pessoa que queira conhecer o elo perdido entre o grunge do Nirvana e do Babes In Toyland e o pós-punk do Gang Of Four e do Fall.



13. Wrecker! – Mono Men (Estrus, 1992)



Vindos da barulhenta Bellingham, vizinha de Seattle no estado de Washington, os Mono Men eram os principais expoentes do selo Estrus, que revelou bandas como Man or Astro-man? e Mummies.

Fortemente influenciado pelo proto-punk de bandas como The Sonics, Wrecker! traz uma coleção irretocável e irresistível de hits garage-punk, que rivalizam com os melhores momentos de Mudhoney e Monkeywrench.

Disco essencial em qualquer festa genuinamente roqueira.



14. Down on the upside – Soundgarden (A&M, 1996)



Em 1996, o mundo do rock já vivia a decadência do grunge comercial. A morte de Kurt Cobain, dois anos antes, e a ascensão do britpop e da música eletrônica aceleravam o final do prazo de validade dos últimos remanescentes. Em seu último disco, o Soundgarden refinou ainda mais o lado progressivo e psicodélico de "Superunknown" e levou o grunge à inevitável singularidade, ao limite em que ele deixou de ser o que era para se tornar outra coisa.

Analisadas nos dias de hoje, músicas como a catártica "Pretty noose", "Blow up the outside world" e "Burden in my hand" têm a melancolia de um aceno de adeus, como de alguém que não tem certeza se gostou ou não da viagem, mas que sabe não ter saído dela como entrou. Um adeus digno a uma carreira que se confunde com os próprios anos 90.



15. Fontanelle – Babes in Toyland (Reprise, 1992)



Aos olhos do mercado, o Babes in Toyland sempre foi "a banda de meninas número dois" do grunge. Por isso, suas músicas elegantes e inteligentes nunca tiveram o impacto que poderiam ter tido. "Fontanelle" é um marco na história do movimento riot-grrrl, por sua crueza, pela ferocidade das letras e pelo auge interpretativo de Kat Bjelland.

Mais do que isso, porém, este disco traz uma riqueza de referências invejavelmente equilibradas, que vão de Melvins à fusão de noise, jazz e punk. Influência direta de bandas como Elastica e Metric.


Vocalista do Foo Fighters vira nome de rua nos EUA







O músico Dave Grohl, vocalista da banda de rock norte-americana Foo Fighters e ex-baterista do Nirvana, vai virar nome de rua na sua cidade natal, Warren, no estado de Ohio. A rua “Market Alley” mudou de nome para “Dave Grohl Alley” depois de um abaixo-assinado, informa o site do semanário NME.

A mudança foi organizada pelo sargento de polícia Joe O’Grady e por Fast Freddie, DJ de uma rádio local. A moção passou sem problemas na Câmara local, apesar de alguns problemas em relação aos custos que a mudança teria para o município.

A cidade de Warren agora quer realizar uma cerimônia de inauguração com a presença de Grohl, para marcae a mudança de nome das rua.

Banda brasileira Vanguart é barrada na Inglaterra



A banda mato-grossense Vanguart foi barrada na Inglaterra, durante a segunda parte de sua turnê européia. O grupo saiu do Brasil no dia 8, em direção à Alemanha, onde a banda tinha três shows marcados, inclusive com uma apresentação no festival Popkomm, em Berlim. Nesta terça (14) o Vangart seguia para Londres, onde iria tocar no Buffalo Pub no lançamento do livro "Cat life", versão inglesa do livro "Vida de gato", da escritora gaúcha Clarah Averbuck.

Na alfândega, a banda foi barrada durante 7 horas. "Revistaram nossas bagagens, tiraram fotografias e nossas digitais, fizeram entrevistas individuais", enumera o vocalista Helio Flanders. A 1h em Londres (22h em Brasília) a banda foi informada que não poderia entrar no país por questões de visto - e que deveriam esperar até o próximo vôo de volta a Berlim, às 7h (4h em Brasília). O Vanguart está agora em Berlim, e deve voltar ao Brasil na sexta-feira (17).

sábado, 11 de outubro de 2008

Baterista diz que System Of A Down voltaria pelo Guns N' Roses



Baterista do System Of A Down, John Dolmayan, declarou em entrevista à revista Kerrang que se o Guns N' Roses voltasse com sua formação clássica ele gostaria que o SOAD fosse a banda de abertura dos shows.
Dolmayan é fã declarado do grupo, mas afirma que Axl Rose sem os antigos companheiros não é o Guns. O músico disse ainda disse que Slash (guitarra) e Duff McKagan (baixo) deveriam novamente somar forças com Rose e enterrar de vez o Velvet Revolver.
O System Of A Down deu uma pausa nas atividades desde 2006 e no momento não há reais planos que a banda retorne aos palcos. O vocalista Serj Tankian desenvolve um trabalho solo. Já os outros integrantes continuam com o grupo Scars On Broadway.